segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Um alerta para cuidarmos melhor dos idosos


Um alerta para cuidarmos melhor dos idosos

ESTE ALERTA SERVE PARA TODOS !
Arnaldo Lichtenstein.
Médico do Hospital das Clinicas de São Paulo.. Professor colaborador do  departamento de clinica médica da Faculdade de Medicina da USP

Sempre que dou aula de Clínica Médica a estudantes do quarto ano de  Medicina, lanço a pergunta:
"Quais as causas que mais fazem o vovô ou a vovó terem confusão mental?"
Alguns arriscam: "Tumor na cabeça".
Eu digo: "Não".
Outros apostam: "Mal de Alzheimer".
Respondo, novamente: "Não".

A cada negativa a turma espanta-se. E fica ainda mais boquiaberta quando enumero os três responsáveis mais comuns:
1 – diabetes descontrolado;
2 – infecção urinária;
3 – a família passou um dia inteiro no shopping, enquanto os idosos ficaram em casa.
Parece brincadeira, mas não é. Constantemente vovô e vovó, sem    sentir sede, deixam de tomar líquidos. Quando falta gente em casa
para lembrá-los, desidratam-se com rapidez. A desidratação tende a  ser grave e afeta todo o organismo. Pode causar confusão mental
abrupta, queda de pressão arterial, aumento dos batimentos cardíacos        ("batedeira" ), angina (dor no peito), coma e até morte.
Insisto: não é brincadeira. Ao nascermos, 90% do nosso corpo é  constituído de água. Na adolescência, isso cai para 70%. Na fase adulta, para 60%. Na terceira idade, que começa aos 60 anos, temos   pouco mais de 50% de água. Isso faz parte do processo natural de  envelhecimento. Portanto, de saída, os idosos têm menor reserva  hídrica. Mas há outro complicador: mesmo desidratados, eles não  sentem vontade de tomar água, pois os seus mecanismos de equilíbrio  interno não funcionam muito bem.
Explico: nós temos sensores de água em várias partes do organismo. São eles que verificam a adequação do nível. Quando ele cai,aciona-se automaticamente um "alarme". Pouca água significa menor quantidade de sangue, de oxigênio e de sais minerais em nossas artérias e veias. Por isso, o corpo "pede" água. A informação é passada ao cérebro, a gente sente sede e sai em busca de líquidos.
Nos idosos, porém, esses mecanismos são menos eficientes. A detecção de falta de água corporal e a percepção da sede ficam prejudicadas. Alguns, ainda, devido a certas doenças, como a dolorosa artrose, evitam movimentar-se até para ir tomar água. Conclusão: idosos  desidratam-se facilmente não apenas porque possuem reserva hídrica menor, mas também porque percebem menos a falta de água em seu corpo. Além disso, para a desidratação ser grave, eles não precisam de grandes perdas, como diarréias, vômitos ou exposição intensa ao  sol. Basta o dia estar quente ou a umidade do ar baixar muito – como  tem sido comum nos últimos meses. Nessas situações, perde-se mais  água pela respiração e pelo suor. Se não houver reposição adequada,é desidratação na certa. Mesmo que o idoso seja saudável, fica  prejudicado o desempenho das reações químicas e funções de todo o
seu organismo.
Por isso, aqui vão dois alertas:
O primeiro é para vovós e vovôs: tornem voluntário e rotineiro o  hábito de beber líquidos. Bebam toda vez que houver uma oportunidade. Por líquido entenda-se água, sucos, chás, água-de-coco, leite.
 Sopa, gelatina e frutas ricas em água, como melão, melancia, abacaxi, laranja e tangerina, também funcionam.. O importante é a cada duas horas, botar algum líquido para dentro. Lembrem-se disso!
Meu segundo alerta é para os familiares: ofereçam constantemente líquidos aos idosos. Lembrem-lhes de que isso é vital. Ao mesmo         tempo, fiquem atentos. Ao perceberem que estão rejeitando líquidos e, de um dia para o outro, ficam confusos, irritadiços, fora do ar,

ATENÇÃO! pois é quase certo que esses sintomas sejam decorrentes de desidratação. Líquido neles e os encaminhem rápido para um    atendimento médico".
Para que nossa saúde seja boa, de um a dois litros de água mineral todos   os dias é o ideal. E nos dias mais quentes dois litros é o recomendado.
Para as vovós e vovôzinhos, um pouquinho menos ou na quantidade que seus  organismos exigem.
Para todos os que podem, inclusive nós:
Atividades aquáticas, como nadar, exercícios na água, banhos de mar, rio,  cachoeiras ou mesmo um simples passeio a beira-mar ou próximo a lagoas , riachos ou rios, já nos revigora e muda a energia.
Água é vida!

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