Viva bem a terceira idade
A receita básica para uma existência melhor contém ingredientes como alimentação saudável, exercícios físicos, manutenção de bons hábitos e ajuda da medicina preventiva. Veja como conseguir isso através desse prático manual para se viver mais e melhor
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O número de idosos cresce gradativamente no mundo. Por aqui, eles representavam 6,4% da população em 1981; subiu para 8% em 1993 e chegou a 9,7% em 2004 (cerca de 17,6 milhões de pessoas), de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, a expectativa de vida no Brasil, para ambos os sexos, é de 71,7 anos. As mulheres vivem em média até os 75,5 anos, enquanto os homens até 67,9 anos. O fenômeno deve-se aos avanços da medicina e à nova visão da velhice. "A maioria das pessoas busca envelhecer de forma saudável, independente e com qualidade de vida", diz o geriatra Milton Luiz Gorzoni, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).
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ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL, A SENHA PARA UMA VIDA MAIS LONGA
Não se deve descuidar da alimentação em nenhuma fase da vida. No caso dos idosos, porém, a atenção deve ser redobrada. Afinal, nessa fase ocorre uma redução da capacidade funcional do organismo. "A dieta do idoso deve ser bem colorida, rica em alimentos variados", explica a nutricionista Cínthia Perine, de São Paulo. Mais do que nunca, deve-se evitar o consumo de carboidratos refinados (açúcar, farinha de trigo), gorduras saturadas (bacon, carnes, frituras e cremes) e gorduras trans (chocolates, biscoitos, produtos industrializados). "Esses alimentos são considerados agressores para o corpo porque aumentam a incidência de doenças crônico-degenerativas, como diabetes, além de problemas como colesterol alto, doenças cardiovasculares, hipertensão e câncer, entre outros", afirma. Já a quantidade de calorias diárias varia de um indivíduo ao outro. "Mais do que as de calorias, o que importa é a qualidade do que está no cardápio", diz Cínthia Perine. "Aliás, temos de tomar cuidado com restrições calóricas muito severas, pois elas reduzem o fornecimento de energia para o corpo e para o cérebro. Assim, há diminuição de massa muscular e também da capacidade de cognição."Preste atenção, ao lado, às dicas da nutricionista.

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